Convergência de Comunicação dos Movimentos Sociais

Pantalla Cierre

A comunicação no nosso Encontro não será apenas uma ferramenta, mas também uma questão política que é parte do enfrentamento ao controle do capital sobre os povos, na luta em defesa dos bens comuns e pela autodeterminação dos povos.

A ofensiva deste sistema tem nos meios de comunicação de massa (rádio, televisão e jornais de grande circulação) um apoio fundamental. A grande mídia é controlada atualmente por cinco conglomerados mundiais ou, em nível nacional, por algumas famílias. Os meios de comunicação tradicionais, em geral, não nos representam em toda a nossa diversidade e posicionamentos políticos. Nossas ações pouco aparecem na mídia e, quando aparecem, muitas vezes são retratadas de maneira distorcida, tirando seu conteúdo político, transformando em mero entretenimento, ou mesmo retratando somente aspectos negativos (como o trânsito gerado pelas manifestações). Isso tudo sem contar na imagem que temos da mulher como objeto, na maioria dos meios de comunicação. Por isso também estamos na luta pela democratização da comunicação.

A internet surgiu como um novo espaço de disputa política, no qual setores que nunca tiveram voz na sociedade têm conseguido se expressar sem os tradicionais filtros dos editores e patrocinadores dos jornais. Mas a internet também apresenta problemas, tais como a proliferação de discursos de ódio e de apologia à violência contra a mulher, ou mesmo a censura feita por redes sociais, como o Facebook, a diversos conteúdos considerados por eles como “inadequados”. É também por isso que lutamos por uma internet livre e pela banda larga gratuita e de qualidade para toda a população.

Diante desse contexto, organizamos mais uma vez a nossa comunicação, de forma autônoma e coletiva, através da Convergência de Comunicação dos Movimentos Sociais, uma articulação entre a Marcha Mundial das Mulheres, a Radio Mundo Real, a ALBA TV, a ALAI, a Via Campesina e o coletivo Catarse. Há vários anos esses meios de comunicação trabalham e militam juntos, construindo uma comunicação contra-hegemônica. Através dessa convergência pretendemos alcançar os setores populares especialmente do Brasil e América Latina através da produção de boletins, programas de rádio, vídeos, fotos e textos durante todo o Encontro Internacional.

Assim, procuramos demonstrar na prática que a comunicação não é neutra e não pode estar dissociada da construção política dos processos. O intercâmbio e as contribuições de cada movimento a partir de suas experiências, linguagem e meios de comunicação, são elementos fundamentais para um registro coletivo, vivo e militante das lutas e das vozes das mulheres.

Todo o conteúdo estará no site: www.marchamundialdasmulheres.org.br. Compartilhe!

Também na internet, contamos com a contribuição de todas as companheiras que possam produzir conteúdos e fotos sobre o Encontro. Utilizem as hashtags #EncontroMMM #31feminista

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