Feminismo + arte: questionando o patriarcado

Eu canto a minha história se apresentando no 9º Encontro Internacional - Foto: Jéssika Martins

Eu canto a minha história se apresentando no 9º Encontro Internacional.

Pensar na diversidade cultural como ferramenta para o combate a violência e ao preconceito é o que fazem as meninas do grupo Comadre Maria, da cidade de Teófilo Otoni (MG), através da arte.  O Coletivo surgiu há dois anos, vinculado à Marcha Mundial das Mulheres . As mulheres trabalham com a dança e a música como instrumento de luta e enfrentamento contra as diversas formas de violência contra a mulher, sendo composto por estudantes da Universidade do Vale do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM).

Por não possuir ainda um espaço de formação comunitário as ações do grupo são realizadas na faculdade com meninas da comunidade do entorno e com as universitárias. Segundo Carla Santana de Araújo, estudante de Serviço Social, o feminismo ainda é pouco debatido e a arte é uma das formas mais eficaz de manter mobilizadas as meninas, meninos e mulheres da cidade de Teófilo Otoni.

“Na universidade atuamos com seminários e palestras, levando o debate do feminismo para dentro da sala de aula. Sabemos que a realidade das universidades brasileiras públicas e particulares também ainda é muito machista, muito patriarcal. Recentemente a gente conseguiu colocar no currículo de uma das disciplinas do curso de serviço social para falar sobre o patriarcado e o quanto ele oprime as mulheres. Na matéria de Formação Social do Brasil, a gente conseguiu pautar isso para dentro do curso, foi uma vitória do coletivo conseguir pautar o feminismo no curso de serviço social”, afirmou Carla.

Apesar de ser um curso que tem muitas mulheres, esse debate ainda é pouco feito dentro dele e da universidade.  O Coletivo também atua frente à violência. “Quando alguma menina sofre preconceito, algum tipo de retaliação a gente atua também junto à comunidade. São esses os mecanismos que a gente usa para levar o feminismo para dentro da Universidade”, afirma a estudante.

E tudo isso sempre através da música, através da dança, através da arte?

Então, tem o espetáculo Eu canto a minha história e tem a batucada feminista.  O espetáculo “Eu canto a minha Historia”, é uma produção das estudantes, com a participação de mulheres da comunidade.

O público do 9º Encontro da Marcha Mundial das Mulheres pode prestigiar boa música com base em matriz africana e um jeito de dançar que empolgou e animou o público presente.

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um comentário em “Feminismo + arte: questionando o patriarcado”

  1. andreia agosto 30, 2013 às 1:27 am #

    Só uma errata o Coletivo Cumadre Maria não é só de estudantes do serviço social e o eu canto a minha historia não foi pensado pelas ciencias sociais. Por favor corrigir o texto. Andréia Roseno Coletivo Cumadre Maria

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