Nesta quarta, 28: conjuntura do feminismo, ação performática e noite cultural latina no Encontro da Marcha Mundial de Mulheres

Evento vai até sexta no Memorial, em SP; Clarrisse Goulart Paradis, Georgina Alfonso, Maria Lúcia Silveira, Marilane Teixeira e Nalu Faria conduzem discussões atuais sobre o feminismo

 

    Miriam Nobre apresentou ontem (26) a trajetória da Marcha Mundial das Mulheres.

Miriam Nobre apresentou ontem (26) a trajetória da Marcha Mundial das Mulheres.

Em seu terceiro dia de atividades, o 9º Encontro Internacional da Marcha Mundial de Mulheres (MMM), evento que acontece pela primeira vez no Brasil reunindo mulheres de todo o mundo, terá atividades em torno da atual conjuntura do movimento feminista da Marcha.


Pela manhã, às 9h, Maria Lúcia Silveira, Clarisse Goulart Paradis, Nalu Faria e Georgina Alfonso falam na Conferência “Nossas trajetórias teóricas e correntes de pensamento”, abordando também tópicos da Conjuntura atual para o movimento. O tema volta ao centro das atividades no período da tarde, às 14h, nos Grupos de Trabalho nos quais se dividem as mais de mil participantes do evento.


Ao longo do dia, Bangladesh e Grécia são os países apresentados e representados na “Tenda da Solidariedade”, espaço criado para abrir rodas de conversa sobre episódios e situações de violência e vulnerabilidade em diferentes países do mundo. Com Salima Sutana (Bangladesh, 13h) e Dimitra Spanou (Grécia, 19h30).


À noite, no Palco Memorial, música, poesia e imagens celebrarão a presença das mulheres na cultura latino-americana, valorizando a luta e a resistência dos povos da região. Uma ação performática provoca as pessoas presentes a refletir sobre as relações entre cuidado e violência, com uma tábua de passar roupa, algumas notícias e uma mulher.

Sábado, 31: ato para celebrar e encerrar

Com concentração marcada para 14h no vão livre do MASP, no sábado, 31, uma manifestação das participantes do Encontro e outras milhares de pessoas que apoiam a Marcha vai marcar o encerramento do 9º Encontro Internacional da MMM. A manifestação se dirige, levantando suas bandeiras e pautas, até a praça da República, onde acontece o encerramento, da manifestação e do Encontro Internacional, com shows da cantora pernambucana Karina Buhr, do grupo de forró brasiliense Chinelo de Couro e das rappers cubanas Krudas Cubensi.


O Encontro Internacional da MMM

Esta edição do Encontro Internacional da MMM, além de ser a oportunidade de encontro de militantes do movimento de todas as partes do mundo para importantes formações e deliberações, será um momento especial para o Brasil. O país sedia pela primeira vez esse evento, dando um salto em suas proporções, que contava até a última edição com algumas centenas de participantes.


Também será o momento de encerramento de um ciclo. Durante o Encontro, será eleita a nova composição do Secretariado Internacional da Marcha. O grupo do Brasil, que tem estado à frente do movimento mundial nos últimos anos, terá sua sucessão definida. A gestão brasileira passa o bastão tendo alcançado diversas realizações e conquistas. “Foram sete anos nessa missão, com várias ações internacionais, com uma conjuntura que se complicou ainda mais, marcada pela crise geral do sistema e o recrudescimento dos ataques conservadores. Faremos um balanço desse período que vai nos fortalecer para o que venha adiante”, conta Miriam Nobre, coordenadora do Secretariado Internacional da MMM.

Sobre a MMM

A Marcha Mundial das Mulheres é um movimento feminista internacional que surgiu no ano 2000 como uma grande mobilização que reuniu mulheres do mundo todo em uma campanha contra a pobreza e a violência. Atualmente, a MMM está organizada em mais de 150 países e territórios. Entre seus princípios estão a organização das mulheres urbanas e rurais a partir da base e as alianças com movimentos sociais. A Marcha defende a visão de que as mulheres são sujeitos ativos na luta pela transformação de suas vidas, e que essa transformação está vinculada à necessidade de superar o sistema capitalista patriarcal, racista, homofóbico e destruidor do meio ambiente.

 

PROGRAMAÇÃO DO DIA – 28/08, QUARTA

8h Acolhidas pela ciranda  |  Local: Em Frente ao Auditório Principal


9h – Conferência Nossas trajetórias teóricas e correntes de pensamento e Conjuntura atual

Maria Lúcia Silveira, Clarisse Goulart Paradis, Nalu Faria e Georgina Alfonso.

13h-14h Resistência em cena |  Local: Palco Memorial

Papeis Privados, Dores Públicas: Ação performática pretende refletir sobre as relações entre cuidado e violência. No palco, uma tábua de passar roupa, algumas notícias e uma mulher.


13h – Tenda da Solidariedade: Bangladesh

Em 24 de abril de 2013, um edifício onde funcionavam oficinas de costura de empresas internacionais desabou, deixando mais de 1.000 mortes, a maioria mulheres. As trabalhadoras da indústria têxtil não têm direito à sindicalização, trabalham em péssimas condições, em longas jornadas e com salários de R$ 70,00/mês. Ao mesmo tempo, o crescimento do fundamentalismo islâmico ligado ao Talibã ataca as mulheres que trabalham fora de casa, impõe o uso de véu e as punições da sharia. Participa da roda de conversa Salima Sultana, falando em inglês.


14h – Análise feminista sobre a conjuntura (Clarisse Goulart Paradis, Marilane Teixeira e Nalu Faria).

15h – Grupos de discussão

17h – Espaço aberto para atividades auto-gestionadas propostas pelos estados / Estudos sobre a MMM – uma conversa com pesquisadoras


19h30 Celebrando Latinidades |  Local: Palco Memorial

Nesta noite, música, poesia e imagens celebrarão a presença das mulheres na cultura latino-americana, e a luta e a resistência de povos irmãos.

19h30 – Tenda da Solidariedade: Grécia

Desde 2008, a crise econômica afeta severamente o povo na Grécia. E são as mulheres, jovens, pobres e imigrantes, que estão enfrentando a maior parte das consequências: desemprego, redução do investimento em políticas de bem-estar e aumento da violência sexista. Esse país vivenciou manifestações massivas para denunciar as falsas soluções impostas pelas elites e pelo poder financeiro de diversos países da Europa. Para fazer com que as vozes da resistência feminista a essa crise sejam escutadas, Dimitra Spanou participa desta roda de conversa, falando em inglês.

Serviço:

9º Encontro Internacional da Marcha Mundial de Mulheres

25/08 a 31/08 em São Paulo, SP

Organização: Secretariado Internacional da Marcha Mundial de Mulheres

Programação do evento: WWW.marchamundialdasmulheres.org.br

Acompanhe nossa fanpage: WWW.facebook.com/marchamundialdasmulheres

 

Informações e credenciamento de imprensa

Bruna Provazi -985975570

Informações gerais

Tica Moreno – 982086248

Email: comunica@sof.org.br

www.marchamundialdasmulheres.org.br  |  www.sof.org.br

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